Foi tão doce que deixava o amargo ao final... Dei meu último gole daquele café e acendi a última vela, não vale chorar a morte de um homem que deixou de viver por escolha própria... Não é digno de minha tristeza, antes fosse a morte de uma formiga, tão insignificante em sua pequenez, mas tão importante para a sua sociedade.Este homem adorava a sua sociedade, era voraz a sua fome pelo capitalismo. Sepultou seu fim condenado a uma vida vazia e sem prazeres... Era dotado de qualidades como, auto-suficiência, esperteza, agilidade, inteligência... E todos os outros adjetivos que engrandecem o homem.
Já passava da meia noite quando ele resolveu sair pela madrugada a fora... Estava sem dormir a alguns dias... Na verdade nunca dormiu... Seus anseios faziam de seu corpo um escravo... Todas as madrugadas eram as mesmas, freqüentava um café conhecido, mas desconhecido por ele... Lá ocorriam grandes encontros... Pessoas reuniam todos os seus conhecimentos e suas idéias para os debates que tinham como tema suas vidas...
Não! Aquele homem era surdo, nunca poderia participar destes grandes encontros. Só ouvia a sua própria voz ditando regras! Seus ouvidos eram insensíveis até mesmo para suas vozes internas, suas aflições foram abafadas cruelmente por anos. Silenciaram.
Pediu um café, como de costume... Bebeu amargamente... Foi embora sem se despedir da vida.
Com a consciência farta! Foi ela que dormiu enquanto seu corpo lutava por sinais de lucidez, antes fosse tarde... Mas já era tarde para o corpo... Não resistiu às dores emocionais que foram silenciadas... Começou pela cabeça... Mas foi o coração que parou.

Minha frase tah aqui..^^
ResponderExcluirSaudade..