sábado, 28 de novembro de 2009

“Neurônios Refratários”

...Às vezes entramos em estado “refratário”... insensíveis aos estímulos... Aos estímulos... Após um período longo, onde excedemos o limiar que seria suportável... Ficamos refratários por algum tempo... Como que na tentativa de restabelecer o equilíbrio... Isso é absolutamente normal... Diria que é a oportunidade que temos para dedicarmos a nós mesmos... Reavaliar! Levantar! E novamente estar atento aos novos estímulos... Recomeçar...
Seria uma lei individual necessária a todos... “Refratar e Refratar”... Olhar para dentro... Faz com que ao olhar para fora ocorra o “fenômeno da compreensão”... E entender o outro significa compreender a si...
Envelhecer é lindo...
Adquirir as rugas, os cabelos brancos... E não temer com o desfecho deste processo trás aconchego para a alma... Deixamos de ganhar sensações e sentimentos quando respondemos aos estímulos de forma áspera e rígida... Acabamos por ganhar mais rugas... Perdemos mais cabelos, envelhecemos jovens!
O corpo recria novas formas de expressão
...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Susto"

...Levei um susto... Preciso inspirar ar limpo!
...Faz uma semana que respiro este ar condicionado... Fiquei suscetível ao desespero... Mas enchi meus neurônios de idéias, e descartei o “se”... "Se" as coisas não forem como o planejado... "Se" a vida resumir uma história em um único suspiro...e ela vai ter seu último suspiro... Serei feliz! O mais importante é encarar a vida... “Cair dentro, não vazar dela...” Só temos um único curso, mas ele apresenta vários caminhos... Mas só nos leva a uma única verdade... Sentiremos medo... E que seja um “Medão”! Crescemos com isso... É como subir na árvore mais alta... Precisamos de adrenalina! Sou viciada nela! Viver é assim... Antes de dormir penso “Não sei viver, mas posso aprender com a vida...”

sábado, 21 de novembro de 2009

“Voar! Voar! Voar... Você tem asas e não nadadeiras...”

"É quando a alma está livre... Pronta para as novas da vida... Tudo que precisa é de ar!... Sem importar-se com a imensidão do mar... Ele é grande, mas é feito de moléculas..."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Até logo.."

Hoje recebi uma noticia que me fez pensar... Fez com que parasse de estudar, me fez chorar.. Rir.. Até me fez lembrar da voz mais doce que minha mente guarda gravada em algum emaranhando de neurônios... “Kari! Querida!”
Chorei de tanta saudade não matada! E meu coração bateu tanto que pensei que dessa vez ele sairia pela minha boca... Descargas adrenérgicas invadiram minhas terminações... Tentei compreender a arte de sentir que a vida passou...
Tentei ser leve, e como eu a queria do meu lado, para olhar em seus olhos e dizer “Até logo”... Lembro do dia em que chorava de medo de dormir sozinha, e lembro de como me acalmava quando podia ficar em seu quarto...
Dos dias que acordava cedo para ir ordenhar as pobres vaquinhas com meu Avô, só para mais tarde ter o prazer de fazer o queijo ao seu lado...
A vida reserva um suspiro triste e melancólico ao final para aqueles que continuam...
Mas também guarada a certeza de que partiu livre!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"Muito além do pensar"


"Iniciou de forma aguda e repentina. Sentia uma senssação de leveza, parecia flutuar. Teve perda do apetite, mas apenas quando estava por perto. Teve febre na sua presença e calafrio na sua ausencia. Parecia ser gastrico, ou neurológico. Mas ao fim dos exames fisicos, constataram ser cardiológico"
Foto e texto de uma grande amiga Emily...
Saudades! Nem algodão doce é mais doce que tua presença...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pelos "consultórios" da vida...



Entre uma ausculta e outra deixamos passar um sibilo. Mas como isso? Como deixamos passar um sinal de angustia respiratória? Certamente, foi nosso ouvido treinado e tão acostumado a auscultar apenas os murmúrios universalmente audíveis sem ruídos adventícios... Que pecou pelo vício da normalidade.
O médico que acredita saber muito... na verdade pouco sabe. Já estigmatizou seus conhecimentos passando a olhar seu paciente como um “espectro de sinais e sintomas” com possíveis possibilidades diagnósticas. Não é um erro, mas sim um detalhe que falta... Esqueceu que seu paciente é um homem que vive no “mundo real” e não dentro de livros com centenas de páginas de teorias incansáveis.
Com isso... Não estou retirando o incrível valor que o livro agrega ao saber médico, mas o livro não fala e muito menos sente... Estes são os detalhes fortalecedores da relação médico-paciente.


“O paciente conta o diagnóstico, basta o médico saber ouvir”