
Entre uma ausculta e outra deixamos passar um sibilo. Mas como isso? Como deixamos passar um sinal de angustia respiratória? Certamente, foi nosso ouvido treinado e tão acostumado a auscultar apenas os murmúrios universalmente audíveis sem ruídos adventícios... Que pecou pelo vício da normalidade.
O médico que acredita saber muito... na verdade pouco sabe. Já estigmatizou seus conhecimentos passando a olhar seu paciente como um “espectro de sinais e sintomas” com possíveis possibilidades diagnósticas. Não é um erro, mas sim um detalhe que falta... Esqueceu que seu paciente é um homem que vive no “mundo real” e não dentro de livros com centenas de páginas de teorias incansáveis.
Com isso... Não estou retirando o incrível valor que o livro agrega ao saber médico, mas o livro não fala e muito menos sente... Estes são os detalhes fortalecedores da relação médico-paciente.
“O paciente conta o diagnóstico, basta o médico saber ouvir”

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