
Causas orgânicas... Antes de ter conhecimento do assunto... Não tinha a sensibilidade de entender o câncer... Nos últimos anos o aparecimento, ou melhor, com o avanço da medicina felizmente tá sendo possível detectar precocemente o câncer de mama, e conseqüentemente a incidência está aumentando.
Escolhi falar de mamas... Sou mulher e estou inclusa na incidência de 39,58/100.000 (INCA) mulheres que podem vir a desenvolver uma neoplasia mamária. Assistindo a um programa de TV sobre o assunto uma senhora que sofria da doença disse: “Basta ter mama para desenvolver câncer”... Frase perfeita!
À medida que temos para evitar é a prevenção... Prevenir significa segundo Aurélio: 1. Dispor com antecipação, ou de sorte que evite dano ou mal... Interromper, atrapalhar. Prevenir significa cuidar!
Na primeira aula de oncologia ouvi “O câncer é uma coisa do mau!”... Depois de ter ouvido isso lembro que fiquei obcecada nos mecanismos celulares, nos genes, nos deletérios, na bioquímica celular... Enfim, e esqueci o principal... Esqueci de imaginar em como deve ser receber um diagnóstico “destruidor” destes. Imaginei se os médicos estão capacitados para falar ao paciente, para tratá-lo e acolhe-lo acima de qualquer diagnóstico.
Como acadêmica ainda reservo uma idealização da profissão... Quem não sonha também não vive!... Mas penso que não, poucos são os médicos que aceitaram a humanização da saúde... Não se trata em falar de um diagnóstico, se trata de falar de uma pessoa que possui tal diagnóstico... Não podemos inverter!
Em janeiro passado passei um dia em um laboratório de Cintilografia óssea... Que dia triste! Fiquei lá dentro da salinha em quanto existiam pessoas com diagnósticos pesados... Lembro do técnico me falando “Tá vendo isso aqui... é uma metástase óssea... O lugar mais comum é o acometimento da coluna... da crista ilíaca... Só nesta paciente tem umas oito...” E depois esse mesmo técnico volta à salinha e diz: “Acabou Sra. Fulana... Um Feliz Ano Novo!” Enfim... Isso se repetiu com vários pacientes que passaram por lá neste dia... Na verdade era pra passar uma semana lá no laboratório... Fui apenas um dia... Não consegui retornar e ouvir “Feliz ano novo!”... Talvez ele devesse desejar “Tenha um dia Feliz!”...
Quando não conseguimos entender um processo... Não conseguimos falar sobre... E ao não conseguir falar... Anestesiamos... Médicos devem prevenir as doses “anestésicas” recebidas diariamente... Devem manter a sensibilidade!
Escolhi falar de mamas... Sou mulher e estou inclusa na incidência de 39,58/100.000 (INCA) mulheres que podem vir a desenvolver uma neoplasia mamária. Assistindo a um programa de TV sobre o assunto uma senhora que sofria da doença disse: “Basta ter mama para desenvolver câncer”... Frase perfeita!
À medida que temos para evitar é a prevenção... Prevenir significa segundo Aurélio: 1. Dispor com antecipação, ou de sorte que evite dano ou mal... Interromper, atrapalhar. Prevenir significa cuidar!
Na primeira aula de oncologia ouvi “O câncer é uma coisa do mau!”... Depois de ter ouvido isso lembro que fiquei obcecada nos mecanismos celulares, nos genes, nos deletérios, na bioquímica celular... Enfim, e esqueci o principal... Esqueci de imaginar em como deve ser receber um diagnóstico “destruidor” destes. Imaginei se os médicos estão capacitados para falar ao paciente, para tratá-lo e acolhe-lo acima de qualquer diagnóstico.
Como acadêmica ainda reservo uma idealização da profissão... Quem não sonha também não vive!... Mas penso que não, poucos são os médicos que aceitaram a humanização da saúde... Não se trata em falar de um diagnóstico, se trata de falar de uma pessoa que possui tal diagnóstico... Não podemos inverter!
Em janeiro passado passei um dia em um laboratório de Cintilografia óssea... Que dia triste! Fiquei lá dentro da salinha em quanto existiam pessoas com diagnósticos pesados... Lembro do técnico me falando “Tá vendo isso aqui... é uma metástase óssea... O lugar mais comum é o acometimento da coluna... da crista ilíaca... Só nesta paciente tem umas oito...” E depois esse mesmo técnico volta à salinha e diz: “Acabou Sra. Fulana... Um Feliz Ano Novo!” Enfim... Isso se repetiu com vários pacientes que passaram por lá neste dia... Na verdade era pra passar uma semana lá no laboratório... Fui apenas um dia... Não consegui retornar e ouvir “Feliz ano novo!”... Talvez ele devesse desejar “Tenha um dia Feliz!”...
Quando não conseguimos entender um processo... Não conseguimos falar sobre... E ao não conseguir falar... Anestesiamos... Médicos devem prevenir as doses “anestésicas” recebidas diariamente... Devem manter a sensibilidade!

Concordo com voce ! Acho isso muito triste ! A falta de toque dos medicos ! No cardoso fontes mesmo ja vi isso, pessoas com cancer normalmente recebem primeiro a noticia de que estao com colelitiase e que passarao por uma cirurgia ! Posteriormente recebem a noticia de cancer, isso quando a familia prefere nao falar e o paciente fica sem saber e sem poder lutar pela propria vida e ter conehcimento da sua doença !
ResponderExcluirmas é ai que mora o perigo! essa questão de lutar... dificiumente encontramos pessoas que estão tão apegadas a vida, que apreciam simplesmente "o viver", que lutariam com unhas e dentes contra qualquer tipo de mal/mau (a seu criterio)só para ver o dia seguinte. quando encontramos alguem assim otimo!!! da até gosto acompanhar, perguntar como vai, como ta resistindo e ocasionalmente extimula-lo quando a continuar quando ele precisar. MAS devido a imagem do CA para as pessoas, e de alguns tipos de CA (para a gente que estuda isso), acabamos por ficar baqueados tanto pela reação das pessoas quanto pelo prognostico dela. e isso faz com que alguns se não a maioria entre nessa forma "ñ reagente", ou seja, nos, que trabalhamos com isso, ñ possuimos tantos pilares emocionais para lidar com isso, expecialmente se a pessoa for fraca e se entregar. então ñ é atoa que ainda existam familiares que tendem a ñ contar o diagnostico para o paciente. se é dificiu para a gente, que temos um entendimento, imagina para eles que mts vezes se fecham nessa estupida imagem maligna que o CA passa.
ResponderExcluirPS: Pulei o primario por isso meu portugues é uma merda:D
Gabriel Nocchi
Ei Gabriel!
ResponderExcluirGostei do seu comentário.. achei válido... Nos deparamos com pacientes que talvez não tenham desejo de lutar pela vida que possuem... Mas muita antes disso, me pergunto o Porquê? Alguns pacientes requerem cuidados muito além da terapia... Acho que ao desacreditar da vida não podemos culpar ninguém... Não sabemos pq ele desacreditou... E penso que se conseguissemos unir a terapia medicamentosa com doses homeopáticas de atenção a saude mental dos pacientes... Saíriamos melhores... Talvez este paciente desacreditou em seu médico! E o médico é aquele que tem que confortar... Sei lá... Também não me sinto preparada pra muitas coisas na vida academica e na futura profissão... E isso é motivo de ansiedade... O post foi polêmico.. Outros colegas leram e tbm se questionaram... Isso foi bom! Por isso valeu a pena... beijos
Nussaaa... escrevi um monte... =p